Friday, May 6, 2011

Irmãos de sangue

Sometimes I give my heart out, sometimes I just donate its blood.

Sempre vi o ato de doar sangue como a materialização do altruísmo. Você ali, encarando aquela agulha gigantesca, doando seu sangue para alguém que, provavelmente, você nunca vai conhecer. Alguém que nunca vai te agradecer. Para alguém que talvez nem se dê conta de seu recebimento ou das motivações que doador teve ao doar.
Agora ao escrever o post me peguei à pensar, o quê eu estava pensando enquanto observava a sacola de coleta do meu sangue balançar pra lá e pra cá... Não lembro tudo, mas o pensamento que sempre atravessa minha mente enquanto estou doando sangue é que isso é o mínimo que posso fazer pelo meu semelhante. Ainda que me tirem tudo, enquanto eu estiver viva e saudável, doar sangue é minha contribuição para o mundo.
Tudo bem que também sempre rola uma conversa com o enfermeiro, que tenta te garantir que você está fazendo uma boa-ação e tal.
Desde que vim morar em New York ainda não tinha tido a oportunidade de doar sangue. E ela surgiu hoje e estou feliz de tê-la aproveitado.

PS: Não é apenas sangue que me propus à doar. Também estou na lista de doadores de medula óssea.
PS 2: Não sou doadora de orgãos. Não me perguntem porquê, não sei explicar. É como se doar sangue e medula óssea não me expusessem à morte. Vou lá, doou e volto pra casa. Beleza! Mas doar orgãos não tem volta, se é que você me entende. E esse assunto causa uma divagação filosofal... melhor deixar pra próxima... ou próxima vida, não sei!


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