Gosto de uma pessoa e quero me declarar.
O lado racional insiste que não. Mas o coração está berrando que sim.
Mesmo depois de tantas decepções amorosas, não quero perder a habilidade de amar, romanticamente falando.
Minha mente, que às vezes, sincroniza com meu coração me despertou a seguinte pergunta:
Se você acha tal pessoa tão atraente, no sentido mais amplo da palavra, à ponto criar um sentimento por esta. Porquê não deixá-la saber disso?
Obviamente, se declarar, não é garantia que esta pessoa vá sentir, automaticamente, o mesmo sentimento que você sente por ela. Ou pior, corre-se o risco que essa pessoa se assuste e se afaste de você. Porquê, infelizmente, estamos tão condicionados ao egoísmo de que nós é que devemos escolher quem deve amamos e quem deve nos amar. (Digo isso, porque o contrário também pode acontecer)
Ou ainda pior, que essa pessoa em quem "vimos" tantas "qualidades" que nós fizeram admirá-la, possui um pequeno "defeito". Não está pronta para ser amada.
Como é difícil falar de amor! Vivê-lo então, dificílimo!
Quando não deveria assim, eu sei. Você sabe. Todos sabemos.
Enfim, a conclusão que achei, temporariamente, é que devo sim, externar o quê sinto. Até porquê, é mais uma maneira de saber que, se for para ser, será. E sem rodeios.
Se não, o coração ficará mais leve, por saber que libertou um sentimento.
Quebrado, o coração corre o risco de ficar, pela rejeição ou pelo desconhecimento...
E como já dizia o sábio chinês:
"Nossas dúvidas são traiçoeiras. Nós fazem perder algo que certamente poderíamos desfrutar, se não fosse pelo simples medo de tentar."
"...eu te amo calado, como quem ouve uma sinfonia...
...tem certas coisas que eu não sei dizer..."